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PLANTAS MEDICINAIS: UVAIA

Nome popular UVAIA
Nome científico Eugenia pyriformis Cambess
Fotos ampliadas 1 | 2 | 3 | 4
Família Myrtaceae
Sinonímia popular Eugenia uvalha, uvaia do Pêra, uvaia do mato
Propriedades terapêuticas Adstringente, digestivo
Indicações terapêuticas Controle da hipertensão, diminuição do colesterol e ácido úrico, emagrecimento, potencial de uso no tratamento de HIV, tumores (câncer), malária e processos inflamatórios.
Informações complementares Origem
Nativa da Mata Atlântica, Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mas pode ser encontrava em vários Estados. O nome é indígena, "uvaia" vem do Tupi, e significa ”Fruta ácida”.
Descrição
Espécie arbórea, o florescimento ocorre entre agosto e setembro e os frutos amadurecem entre outubro e novembro. O amadurecimento não é uniforme: é comum, inclusive, encontrar flores, frutos verdes e frutos maduros no mesmo ramo.
A uvaia tem a polpa muito delicada, com a casca bem fina, de um amarelo-ouro ligeiramente aveludado. O aroma é suave e muito agradável.
Uso medicinal
Algumas espécies de Myrtaceae são utilizadas como plantas medicinais no Paraguai e Argentina, formando um complexo conhecido popularmente como Ñangapary (Schmeda-Hirschmann et al. 1987, Consolini et al. 1999). Em outras espécies há pesquisas confirmando a presença de substâncias reconhecidamente potenciais para o uso medicinal.
A infusão de folhas de Eugenia uniflora em água, por exemplo, pode servir para controle da hipertensão, diminuição do colesterol e ácido úrico, emagrecimento e também como adstringente e digestivo (Schmeda-Hirschmann et al. 1987).
Em folhas e caules de E. moraviana Berg foi isolado o ácido 6ahidroxibetulínico (um triterpeno), o ácido platânico, o ácido betulínico e o b-sitosterol, compostos que tem atraído muita atenção pelo seu potencial de uso no tratamento de HIV, tumores (câncer), malária e processos inflamatórios (Lunardi et al. 2001).
Nas folhas de E. uniflora e principalmente nas de E. pyriformis Cambess, há flavonóides com propriedades inibidoras da xantino-oxidase, atuando no tratamento da gota humana (Schmeda-Hirschmann et al. 1987, Theoduloz et al. 1988).
Uso culinário
Fruto de polpa firme meio fibrosa, muito suculenta, de cheiro e gosto fortes, lembra vagamente uma pitanga no sabor. Dá para comer ao natural apesar de ser ácida. A frutinha é bem alaranjada, clara e brilhante, do tamanho de um limão médio e de semente única e pequena com polpa farta.
Nada tem a ver com a uva e nem é seu parente distante. É rica em vitamina C. Enquanto a laranja tem em média 40,0 mg de vitamina C, a uvaia tem 200 mg. Tem sabor ácido e doce, ideal para compotas, sorvetes e geléias. Pode ser também consumida como sucos e aperitivos e servir de base para molhos, vinagres, vinhos, licores, doces de massa, pudins e mousses.
Outros usos
Espécie arbórea tropical do Brasil pode ser utilizada em programas de reflorestamento e em áreas urbanas e seus frutos apresentam potencialidade de uso industrial. A plantação da uvaia tem ajudado na recuperação de áreas da Mata Atlântica. Seus frutos são muito consumidos pelos pássaros.
Referências
  1. SCHMEDA-HIRSCHMANN, G., THEODULOZ, C., FRANCO, L., FERRO, E.B. & ARIAS, A.R. 1987. Preliminary pharmacological studies on Eugenia uniflora leaves: xanthine oxidase inhibitory activity. Journal of Ethnopharmacology 21:183-186.
  2. CONSOLINI, A.E., BALDINI, O.A.N. & AMAT, A.G. 1999. Pharmacological basis for the empirical use of Eugenia uniflora L. (Myrtaceae) as anthypertensive. Journal of Ethnopharmacology 66:33-39.
  3. Lunardi, I.; Peixoto, J.L.B.; Silva, C.C.; Shuquel, I.T.A.; Basso, E.A. & Vidotti, G.J. 2001. Triterpenic acids from Eugenia moraviana. Journal of Brazilian Chemical Society 12(2): 180-183.
  4. THEODULOZ, C., FRANCO, L., FERRO, E.B. & SCHMEDA-HIRSCHMANN, G. 1988. Xanthine oxidase inhibitory activity of Paraguayan Myrtaceae. Journal of Ethnopharmacology 24:179-183.
Colaboração
Lelington Lobo Franco, Químico-fitologista (Curitiba, PR)
Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/index.asp

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